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Era uma vez Dichelobacter nodosus e Fusobacterium necrophorum

  • 31 de mai. de 2018
  • 2 min de leitura

Essa história não é de amor, mas conta como as duas bactérias - Dichelobacter nodosus e Fusobacterium necrophorum - se encontram em um casquinho de uma pobre ovelha ou cabra, e lá permanecem sempre unidas, uma apoiando a outra para viverem felizes para sempre (pro desespero da ovelha/cabra).

Bobagens a parte, o processo começa quando há um ambiente propício para proliferação da bactéria F. necrophorum, que vive no trato digestivo dos pequenos ruminantes, logo vai estar presente nas fezes. Então o ambiente propício é formado por um local quente, úmido e que tenha presença de fezes. ALERTA PREVENÇÃO!! Se a bactéria se encontra nesse tipo de ambiente, que tal o local onde os seus animais ficam permanecer sempre limpo, arejado e o máximo possível livre de fezes? #ficaadica

Dando continuidade, com o ambiente propício, a bactéria vai se proliferar, e então qualquer mini lesãozinha superficial no espaço interdigital (entre os dedinhos) dos animais vai ser um prato cheio para colonização da F. necrophorum. Ela vai causar uma destruição do tecido local e provocar sérias lesões, causando até uma necrose epidérmica, e essa condição nos cascos dos animais vai abrir portas para a outra bactéria protagonista dessa linda (nem tanto) história: a Dichelobacter nodosus! A D. nodosus também vai causar destruição do casco e, para retribuir o favor da F. necrophorum de ter ajudado ela a entrar no casco, a D. nodosus vai estimular o crescimento e a capacidade de destruição da F. necrophorum, criando uma situação de sinergismo, que é como se chama quando as duas bactérias se ajudam para causar a doença. Cretinas, não? Então a lesão acaba ficando mais grave

Deu pra ver que Footrot é assunto sério, né? Mas calma que tem mais! Siga nos acompanhando e não perca os próximos capítulos


 
 
 

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